terça-feira, 3 de junho de 2014

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fig 11
Fruto das desigualdades promovidas e reforçadas pelo capitalismo, as pessoas em situação de rua são “inexistentes” aos olhos da sociedade. Homens em sua maioria, com vínculos escolares e familiares interrompidos, dentro de sua própria cidade, os moradores das ruas são vitimas de diversos estigmas. “Cracudos”, “povo sem alma”, “preguiçosos”, “esta ali por que quer” são palavras proferidas por quem não conhece a realidade dos moradores de rua, pessoas que em sua maioria desenvolve atividade como catadores de lixo reciclável.


É preciso ter respeito pelas pessoas em situação de rua, compreender o cenário de exclusão social a qual as mesmas são levadas. Imprimir a estes indivíduos situações invisibilidade não colaborará para a quebra da carga de estigmas a qual esta população esta sujeita.  

Ao contrário do que se pensa, pessoas em situação de rua não “estão ali porque gostam ou querem”, são pessoas cuja situações levaram aquela condição. O desafio para os governantes é pensar políticas mais inclusivas e que dê a devida atenção para esta população além de efetivar os decretos recentes, frente a problemas tão antigos. As consequências para quem vê na rua sua casa são as mais cruéis possíveis e por isso a população de rua não pode mais esperar... É preciso agir rápido! É necessário investir em pesquisas que descrevam o perfil desta população, pois suas peculiaridades devem ser consideradas no desenvolvimento das ações. O que se pode perceber são pesquisas estatísticas mínimas, o que demostra o desinteresse, a falta de significação desta população para nossos governantes.


De outro lado esta uma face que muita gente desconhece: a produção das pessoas em situação de rua. Além das formas de sobrevivência, essas pessoas produzem jornais, participam de movimentos que lutam pela dignidade, fazem poesia, musicas, se reconhecem dentro da dinâmica desigual da sociedade....


Fig 12
 “È...A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão”

Gonzaguinha, È)

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