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| Fig 11 |
Fruto das desigualdades promovidas
e reforçadas pelo capitalismo, as pessoas em situação de rua são “inexistentes”
aos olhos da sociedade. Homens em sua maioria, com vínculos escolares e
familiares interrompidos, dentro de sua própria cidade, os moradores das ruas
são vitimas de diversos estigmas. “Cracudos”, “povo sem alma”, “preguiçosos”,
“esta ali por que quer” são palavras proferidas por quem não conhece a
realidade dos moradores de rua, pessoas que em sua maioria desenvolve atividade
como catadores de lixo reciclável.
É preciso ter respeito pelas
pessoas em situação de rua, compreender o cenário de exclusão social a qual as
mesmas são levadas. Imprimir a estes indivíduos situações invisibilidade não
colaborará para a quebra da carga de estigmas a qual esta população esta sujeita.
Ao contrário do que se pensa,
pessoas em situação de rua não “estão ali porque gostam ou querem”, são pessoas
cuja situações levaram aquela condição. O desafio para os governantes é pensar
políticas mais inclusivas e que dê a devida atenção para esta população além de
efetivar os decretos recentes, frente a problemas tão antigos. As consequências
para quem vê na rua sua casa são as mais cruéis possíveis e por isso a
população de rua não pode mais esperar... É preciso agir rápido! É necessário
investir em pesquisas que descrevam o perfil desta população, pois suas
peculiaridades devem ser consideradas no desenvolvimento das ações. O que se
pode perceber são pesquisas estatísticas mínimas, o que demostra o
desinteresse, a falta de significação desta população para nossos governantes.
De outro lado esta uma face que
muita gente desconhece: a produção das pessoas em situação de rua. Além das
formas de sobrevivência, essas pessoas produzem jornais, participam de
movimentos que lutam pela dignidade, fazem poesia, musicas, se reconhecem
dentro da dinâmica desigual da sociedade....
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| Fig 12 |
“È...A gente quer viver
pleno direito
A gente quer viver todo
respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão”
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão”
Gonzaguinha, È)


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