terça-feira, 3 de junho de 2014

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SANTOS, DAIANA DOS SANTOS. O retrato do morador de rua da cidade de Salvador-ba: um estudo de caso. 2009. 71 f. Monografia (Monografia elaborada ao Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direitos Humanos e Cidadania da Fundação Escola do Ministério Público) – Curso de Pós - Graduação Latu Sensu em Direitos Humanos e Cidadania, Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Salvador, 2009. Disponível em: < http://www.aopmba.com.br/ckfinder/userfiles/files/ORetratoDoMoradorDeRua.pdf >, consulta realizada em 14/05/2014. 

FERREIRA, F. P. M. POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA:
CONCEITOS
 E MENSURAÇÃO. Disponível em: < http://www.ibge.gov.br/confest_e_confege/pesquisa_trabalhos/CD/trabalhos_livres/714_2.ppt.>.
Acesso em 18 maio. 2014  

MATTOS, R. M & FERREIRA, R. F. Quem vocês pensam que (elas) são? Representações sobre as pessoas em situação de rua. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-71822004000200007&script=sci_arttext.
Acesso em 25/05/2014

Mendes, Jussara; Silveira, Sandra. Nas páginas dos periódicos: construção social e realidade do fenômeno morador de rua. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.Textos & Contextos (Porto Alegre), vol. 4, núm. 1, dezembro, 2005. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=321527157007  
Acesso em 25/05/2014

CORTES, MAIRA. Mais de 3 mil pessoas moram nas ruas em Salvador e 1,8 milhão pelo Brasil. Jornal "Tribuna da Bahia" versão online, Salvador, 10/11/2013, matéria publicada às 23:05 h. Disponível em <http://www.tribunadabahia.com.br/2013/11/11/mais-de-3-mil-pessoas-moram-nas-ruas-em-salvador-1-8-milhao-pelo-brasil>, consulta realizada em 12/05/2014. 

ALMEIDA, LUANA. Cidade Baixa abriga maior população de rua de Salvador. Jornal "A Tarde" versão online ,Salvador, 22/05/2013, matéria publicada às 07:35 h. disponível em: <http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/materias/1505443-cidade-baixa-abriga-maior-populacao-de-rua-de-salvador>, consulta realizada em 12/052014.

Disponível em:


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Imagens:
Fig 1:


Fig 3:
Fig 4:

Fig 5:
Jornal Aurora da Rua. Fevereiro/Março 2010

Fig 6:

Fig 7:
http://www.bahianoticias.com.br/noticia/140328-mp-ba-cobra-039-dignidade-039-a-moradores-retirados-das-ruas-de-salvador.html

Fig 8:

Fig 9:
Ministério da Saúde. Manual sobre o cuidado á saúde junto a população em situação de rua. Brasília/DF. 1ª ed. 2014

Fig 10:

Fig 11:

Figura 12










CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fig 11
Fruto das desigualdades promovidas e reforçadas pelo capitalismo, as pessoas em situação de rua são “inexistentes” aos olhos da sociedade. Homens em sua maioria, com vínculos escolares e familiares interrompidos, dentro de sua própria cidade, os moradores das ruas são vitimas de diversos estigmas. “Cracudos”, “povo sem alma”, “preguiçosos”, “esta ali por que quer” são palavras proferidas por quem não conhece a realidade dos moradores de rua, pessoas que em sua maioria desenvolve atividade como catadores de lixo reciclável.


É preciso ter respeito pelas pessoas em situação de rua, compreender o cenário de exclusão social a qual as mesmas são levadas. Imprimir a estes indivíduos situações invisibilidade não colaborará para a quebra da carga de estigmas a qual esta população esta sujeita.  

Ao contrário do que se pensa, pessoas em situação de rua não “estão ali porque gostam ou querem”, são pessoas cuja situações levaram aquela condição. O desafio para os governantes é pensar políticas mais inclusivas e que dê a devida atenção para esta população além de efetivar os decretos recentes, frente a problemas tão antigos. As consequências para quem vê na rua sua casa são as mais cruéis possíveis e por isso a população de rua não pode mais esperar... É preciso agir rápido! É necessário investir em pesquisas que descrevam o perfil desta população, pois suas peculiaridades devem ser consideradas no desenvolvimento das ações. O que se pode perceber são pesquisas estatísticas mínimas, o que demostra o desinteresse, a falta de significação desta população para nossos governantes.


De outro lado esta uma face que muita gente desconhece: a produção das pessoas em situação de rua. Além das formas de sobrevivência, essas pessoas produzem jornais, participam de movimentos que lutam pela dignidade, fazem poesia, musicas, se reconhecem dentro da dinâmica desigual da sociedade....


Fig 12
 “È...A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão”

Gonzaguinha, È)

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O QUE ELES FAZEM?



No desenvolvimento do trabalho nos achamos algumas produções feitas por moradores de rua. De jornal a poesia, as pessoas em situação de rua tem diversas produções, muitas vezes desconhecidas, pelo estereótipos de serem apenas moradores de rua, pessoas sem dignidade, sem capacidade...


Olhem só!


Fig 9 


  JORNAL AURORA DA RUA 

No mês de março de 2007, nos seus 458 anos, Salvador recebeu um presente especial: "Aurora da Rua", um jornal de rua que pretende tornar visível e audível, a face e a voz daqueles que muitas vezes são pouco vistos e pouco ouvidos na sociedade. Trata-se do "Aurora da Rua", um jornal que traz, pela primeira vez para o Nordeste, o conceito de "jornal de rua".

Com uma tiragem de 10.000 exemplares, a publicação é vendida exclusivamente por pessoas em situação de rua. Além de servir de fonte de renda, o periódico pretende ajudar também no processo de reinserção social dos vendedores.

Comercializado pelo preço de R$ 1,00, os vendedores ficarão com R$ 0,75 desse valor. A quantia restante será usada para pagar os custos e manutenção da publicação.

A participação das pessoas
 de rua não está restrita à vendagem. Além de serem personagens do jornal, eles também contribuem ativamente na elaboração e na construção do conteúdo, através das oficinas de texto e de arte.

Você, leitor, terá a oportunidade de saber que o universo das ruas não se restringe apenas à dura realidade das praças, viadutos e calçadas, mas que também abriga beleza e criatividade, onde apenas enxergamos tristezas e dificuldades.

Esta é, portanto, uma das metas deste novo jornal: desvendar a Aurora que vem da Rua.

Realize este sonho: abrace esta idéia! Compre o jornal! 







 Veja esse vídeo!


                                   
 



Fig 10
Aurora da Rua

Nestas noites das noites da rua, eu canto a aurora...
Nestas noites escuras sem lua, eu canto a aurora...
Um sorriso de dor, a ternura... Aurora da Rua...

Aurora da Rua...    Aurora da Rua...

Papelão, cobertor, nas calçadas, eu canto a aurora...
Nas marquises, viadutos e praças, eu canto a aurora...
Acolhida, partilha abraçadas... Aurora da Rua...

~~~~~~~~~~~~

Nenhum lar, ninguém mais a seu lado, eu canto a aurora...
Humilhado, vencido, pisado, eu canto a aurora...
Encurvado enfim levantado... Aurora da Rua...

Aurora da Rua...   Aurora da Rua...

Nas prisões e nas garras das drogas, eu canto a aurora...
Adicção, dependências e morte, eu canto a aurora...
Nesta luta, herói, tu és sóbrio... Aurora da Rua...

~~~~~~~~~~~~

Na violência sem lei e sem dor, eu canto a aurora...
Violentada... Queimado... Pavor! eu canto a aurora...
Na ternura, partilha da dor...  Aurora da Rua...

Aurora da Rua...   Aurora da Rua...

Uma luz, no escuro, cintila... Aurora da Rua...
Uma fé, nesta noite, ilumina... Aurora da Rua...
O Amor, como sol, ressuscita... Aurora da Rua...
Irmão Henrique, peregrino da Trindade  (Salvador)




E assim seguem as produções feitas por moradores de rua! 

  
Trabalho de inclusão social feito pelo Levanta-te e anda 2008

REFERENCIAL TEÓRICO

De acordo com Ferreira e Mattos, 2004, ao relatarem no artigo “Quem vocês pensam que (elas) são? Representações sobre as pessoas em situação de rua”, como as representações sociais sobre pessoas em situação de rua tem sua identidade articulada a valores negativamente afirmados. Pessoa em situação de rua passa a ser identificada como vagabunda, louca, suja, perigosa, coitadinha, onde tem vinculada a estas pessoas identidade negativa e subjetiva a violência. Esquecendo sua cultura, que um dia teve um lar, família, emprego. Sua identidade, valores são esquecidos, e o indivíduo morador de rua passa a ser visto como um sujeito de menos valia para a sociedade em que vive. 

Mendes e Silveira, 2005, pontuam no seu artigo “Nas páginas dos periódicos: construção social e realidade do fenômeno morador de rua”, que a miséria está presente nas principais cidades do mundo, e apontam as políticas públicas para os moradores de rua, como sendo um grande desafio para as sociedades. Onde será preciso uma grande reflexão e ação democrática e multidisciplinar para resolver esse fenômeno mundial.

Em seu estudo, concluíram que nos períodos analisados, os espaços reservados pelos veículos de comunicação, para divulgação de notícias relacionadas aos moradores de rua, eram em sua maioria de ação pejorativa e reforçavam a construção social desse fenômeno de forma negativa na sociedade.

POLITICAS GOVERNAMENTAIS


Em relação às políticas governamentais para a população de rua, merecem destaque alguns decretos e um programa do governo estadual para o tratamento a esta população.
O que se pode observar é que apesar do problema das pessoas em situação de rua ser algo de muito tempo, somente há pouco tempo criaram políticas específicas para esta população.

Vejamos:

•      DECRETO Nº 7.053 DE 23 DE DEZEMBRO  DE 2009
Institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua e seu Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento, e dá outras providências

•      PROGRAMA ESTADUAL BAHIA ACOLHE (DECRETO Nº 13.795 DE 21 DE MARÇO DE 2012)
O programa é voltado para o atendimento à população em situação de rua. O objetivo é oferecer um conjunto de ações de assistência social a este público

•      DECRETO Nº 23.836 DE 22 DE MARÇO DE 2013.
Institui a Política Municipal para  a População em Situação de Rua e seu Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento, e dá outras providências

•      LEI Nº 12.947 DE 10 DE FEVEREIRO DE 2014
Institui a Política Estadual para a População em Situação de Rua e dá outras providências.