De acordo com Ferreira e
Mattos, 2004, ao relatarem no artigo “Quem vocês pensam que (elas) são?
Representações sobre as pessoas em situação de rua”, como as representações
sociais sobre pessoas em situação de rua tem sua identidade articulada a
valores negativamente afirmados. Pessoa em situação de rua passa a ser
identificada como vagabunda, louca, suja, perigosa, coitadinha, onde tem
vinculada a estas pessoas identidade negativa e subjetiva a violência.
Esquecendo sua cultura, que um dia teve um lar, família, emprego. Sua
identidade, valores são esquecidos, e o indivíduo morador de rua passa a ser
visto como um sujeito de menos valia para a sociedade em que vive.
Mendes e Silveira, 2005,
pontuam no seu artigo “Nas páginas dos periódicos: construção social e
realidade do fenômeno morador de rua”, que a miséria está presente nas
principais cidades do mundo, e apontam as políticas públicas para os moradores
de rua, como sendo um grande desafio para as sociedades. Onde será preciso uma
grande reflexão e ação democrática e multidisciplinar para resolver esse
fenômeno mundial.
Em seu estudo, concluíram que
nos períodos analisados, os espaços reservados pelos veículos de comunicação, para
divulgação de notícias relacionadas aos moradores de rua, eram em sua maioria
de ação pejorativa e reforçavam a construção social desse fenômeno de forma
negativa na sociedade.
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