segunda-feira, 26 de maio de 2014

REFERENCIAL TEÓRICO

De acordo com Ferreira e Mattos, 2004, ao relatarem no artigo “Quem vocês pensam que (elas) são? Representações sobre as pessoas em situação de rua”, como as representações sociais sobre pessoas em situação de rua tem sua identidade articulada a valores negativamente afirmados. Pessoa em situação de rua passa a ser identificada como vagabunda, louca, suja, perigosa, coitadinha, onde tem vinculada a estas pessoas identidade negativa e subjetiva a violência. Esquecendo sua cultura, que um dia teve um lar, família, emprego. Sua identidade, valores são esquecidos, e o indivíduo morador de rua passa a ser visto como um sujeito de menos valia para a sociedade em que vive. 

Mendes e Silveira, 2005, pontuam no seu artigo “Nas páginas dos periódicos: construção social e realidade do fenômeno morador de rua”, que a miséria está presente nas principais cidades do mundo, e apontam as políticas públicas para os moradores de rua, como sendo um grande desafio para as sociedades. Onde será preciso uma grande reflexão e ação democrática e multidisciplinar para resolver esse fenômeno mundial.

Em seu estudo, concluíram que nos períodos analisados, os espaços reservados pelos veículos de comunicação, para divulgação de notícias relacionadas aos moradores de rua, eram em sua maioria de ação pejorativa e reforçavam a construção social desse fenômeno de forma negativa na sociedade.

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